Na procura da Felicidade vou, passo a passo, até ao fim do arco-iris
Terça-feira, 24 de Julho de 2007
Tempo de parar

Durante anos lutei sozinha contra os meus estados depressivos, contra as crises de ansiedade que surgiam à mínima contrariedade! Dizia sempre que não queria tomar medicamentos, que tinha medo da habituação, de, mais tarde, não conseguir prescindir deles! Até que me deixei finalmente convencer por um médico, que por fim entendeu que o meu estado necessitava de alguma atenção, não só química como ajuda psicológica, e a quem agradeço o empurrão que me deu.

Durante uma psicoterapia que durou cerca de 6 meses, e que foi, segundo a psicóloga que me acompanhou (a qual nunca vou esquecer), um tempo record , lá consegui ir de encontro aos meus fantasmas, lutei contra eles, chorei muito, falei bastante, escrevi imenso sobre o que sentia (escrever é tão importante!) e finalmente arrumei as minhas "gavetas"!

Foi um alívio chegar ao fim, entender finalmente que os outros são importantes mas que eu também sou, que devo dizer o que sinto sem receio de magoar os outros, pois as palavras não são armas mas sim ferramentas que nos ajudam a chegar ao entendimento!

Sei que vou continuar com a minha ansiedade, faz parte de mim e isso não vai mudar. Vou ter de aprender a viver com ela.

Então porquê ter medo agora de largar os químicos ? Não os antidepressivos mas o ansiolítico?

Está na altura! O limite que me foi dado foi de um ano, e está a terminar...

Devo estar a ser tonta porque foram-me entregues todas as armas para utilizar em caso de crise. E quando a crise surgir? Serei capaz de as utilizar ou vou voltar a fechar-me na minha concha?


estou:

publicado por nofimdoarcoiris às 12:42
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10 comentários:
De leprechaun a 25 de Julho de 2007 às 09:09
Sei que é um lugar comum, mas ser amado é mesmo o melhor remédio... and WE ARE too much loved indeed!!! :)

Anf who does love this Human Being so much? WE DO... it's the secret in YOU! :D

E olha que não é paleio doido de Gnomo, embora quase só as almas jovens compreendam esta magia... da mais íntima alegria!

Anyway... há algo importante que dizes aí, ó Sininho. E ainda ontem eu falava disso a uma Abelhinha maravilhosamente jovem... ai, que inveja! ;)

Todos somos igualmente importantes, sim... que o mandamento é: "ama o próximo COMO a ti mesmo!"

Mas nem é esse o facto que eu desejava salientar, é o que escreveste a seguir, pois esse é o tal ponto prático muito delicado. Teorizar é uma coisa, mas na vida a acção poisa! :)

"... devo dizer o que sinto sem receio de magoar os outros..."

Exacto, a franqueza e honestidade para connosco próprios e os outros, em especial as pessoas mais significativas, é absolutamente essencial! Mas a dificuldade está também nesse equilíbrio do não magoar nem ser magoado. Ou seja, tanto quanto possível, essa sinceridade deverá também respeitar a sensibilidade do outro. Não ser demasiado rude e agressiva, em especial se falamos com alguém frágil e muito susceptível, claro. Se for algum "casca grossa"... tipo Gnomo com bossa... avança, Moça! :D

Mas creio compreender o que dizes. Falas talvez do calar, do engolir e não dizer para não magoar ou por receio até de perder o outro, o seu carinho ou amizade, quiçá mesmo a dependência que se foi estabelecendo ao longo do tempo.

Mas vê, ó Carmo, como seria maravilhoso se já tivéssemos aprendido esta lição tão importante e vital na juventude, com os primeiros relacionamentos na própria família, e depois na amizade e no amor.

Uáu! Como eu desejava ser assim um professor...

Rui leprechaun

(...das Almas belas tão jovens no seu candor! :))


PS: And yet, I still do not know... a beggar am I since long ago...

Ah, outra coisa ainda, já que referes também o poder curativo da escrita, no outro post. Comunicar ao outro a nossa alma e os sentimentos por escrito pode ser também uma boa solução, quando não sabemos como fazê-lo face a face, por timidez ou medo da discussão ou descontrolo emocional, etc.

Anyway... e supondo que estamos a falar de pessoas que nos são queridas, é muitíssimo importante salientar logo de início essa ternura e o amor que o outro nos inspira ou sentimos por ele. Como quando os pais corrigem e "castigam" os filhos, porque os amam, e devem explicar e fazer sentir isso à criança.

Deveras, tal delicadeza torna-se algo mais fácil na escrita, onde idealmente a manifestação desse carinho deve ser expressa logo nas primeiras palavras, porque mesmo que a nossa alma se queixe, tal mágoa não apaga o amor... sempre mais forte que a dor! :)

Hummm... muito lírico, eu sei, e possivelmente nem tão prático assim em algumas circunstâncias. Mas as Almas oh tão doces dessas Florinhas que se entreabrem ao sol e o seu calor, gostam mesmo de palavras de louvor...

...e do arco-íris eu guardo o tesouro mor...

...mergulha JÁ nesse dulçor!!!!!!!! :)*



De daplanicie a 25 de Julho de 2007 às 12:11
Caro senhor Leprechaun
Já tive oportunidade de ler comentário que faz em blogs que visito e aprecio imenso a forma como escreve. Peço perdão de me intrometer mas gostaria de saber se tem algum blog que eu possa visitar. Obrigada pela atenção


De leprechaun a 26 de Julho de 2007 às 03:39
Lindíssima Rosa Luz...

...ó super mamã de truz! :)

Olha, pela 1ª vez visitei agora o teu blog e também disparatei... ou pavejei... enfim, o habitual, não há remédios para este mal! :)

Mas não tenho blog algum, nem penso ter. Pois se mal sei escrever, o que é que eu ia lá dizer?!

Prefiro somente comentar... e as senhoras namorar ou as teens catrapiscar! ;)

Aliás, só descobri esta rede terníssima dos blogs do Sapo a semana passada, quando uma pesquisa me levou até à mui linda e reservada Diana... se me porto mal até vou de cana!

Depois, através dos links dos amigos - uma ideia fantástica e que não conheço nos outros blogs! - tenho andado por aqui e por ali a disparatar e irritar! ;)

Ora, sou só um Gnominho do Gerês... e tão feiosinho, vá la que não vês... :)

Rui leprechaun

(...que amor malandrinho em má hora fez! :))


De nofimdoarcoiris a 25 de Julho de 2007 às 12:55
Obrigada por essas palavras sábias e conselheiras. Entendeste tudo tão bem! Que mais posso eu dizer?
Volta sempre já que é a única forma de "te ler".


De daplanicie a 25 de Julho de 2007 às 12:14
Também eu já passei por uma enorme depressão e senti os mesmo medos de dependência. Por esse motivo quando me senti melhor deixei os medicamentos de um dia para o outro por minha livre iniciativa. Foi o bastante para ter uma recaída. Depois de me tratar novamente fiz o chamado "desmame" acompanhado pelo médico e tudo correu bem. Confiança em ti e que tudo corra bem. Beijinho


De nofimdoarcoiris a 25 de Julho de 2007 às 12:59
Obrigada pelo conselho. O meu medo tem a ver com o facto de não ser a primeira vez que paro. Só que da primeira vez apenas tinha recorrido à terapia química e, após o tal "desmame" voltei ao mesmo.
Agora que também recorri à terapia psicológica sinto que tenho outras armas para lutar e sinto-me mais confiante. Mas, no fundo, existe sempre o "medo": será que resultou mesmo?
Beijinhos


De Estupefacta a 26 de Julho de 2007 às 01:51
«Foi um alívio chegar ao fim, entender finalmente que os outros são importantes mas que eu também sou, que devo dizer o que sinto sem receio de magoar os outros, pois as palavras não são armas mas sim ferramentas que nos ajudam a chegar ao entendimento!»
Quão importante é percebermos isto. É uma longa caminhada, mas chega-se lá.
Quando a crise vier, estarás mais forte para lidar com ela. Não ocupes a tua mente antecipadamente. A cada dia o seu bem e o seu mal.
Eu também já fiz psicoterapia. Achei que precisava (e continuo a precisar, acho que todos nós precisamos). Pelo menos lá eu podia rir, chorar, dizer os maiores disparates sem que ninguém me criticasse.
O problema e vergonha foi quando vi o meu psicólogo (a quem muito agradeço) numa formação que eu estava a dar. Meu Deus, apeteceu-me correr dali para fora.
Eu, que numa hora ou hora e meia passava do riso ao choro, das lamentações a sei lá o quê... agora estava ali no papel de mulher forte.
Mas reconheço e na altura fi-lo publicamente: a mulher que ali estava era o resultado do trabalho dele, da sua paciência e do seu método.
Um grande beijinho e muita força



De nofimdoarcoiris a 26 de Julho de 2007 às 13:09
Obrigada pela força que me dás.
Tento aplicar no meu dia-a-dia tudo o que "aprendi" na terapia. Mas nem sempre é fácil. Há sempre aquele dia em que acordamos mais pessimistas, em que pensamos demais nas coisas (um dos meus maiores problemas é pensar demais).
Senti um grande alívio quando vi que conseguia reagir às diversidades e estou a tentar continuar assim. E a vossa ajuda é preciosa.
Beijinhos


De Lua de Sol a 26 de Julho de 2007 às 03:39
Quem não tem depressões? Medos? Fobias? Receios? Ansiedades? Traumas? Todo o ser humano é feito com um pouquinho de tudo isso e mais alguns ingredientes. Acontece, por vezes, que o conjunto desses compostos e maior sensibilidade podem resultar em alguns estados de espírito menos felizes, mais angustiantes. Penso ser o caso. Depois, existem duas formas de lidar com o "problema": admitir que não se está bem ou ignorar e piorar. As pessoas corajosas vão à luta e pedem ajuda, sem receios ou preconceitos. Colocam o seu bem estar à frente dessas insignificâncias. Pensa assim: tu fazes parte dos corajosos, escolheste tratar-te. Isso não é já por si uma demonstração de força? Ganhaste auto-estima, aprendeste a compreender-te melhor, a deixar a tua vontade vir ao de cima (pelo menos às vezes), a aceitar-te. Se conseguiste isso com ajuda psicológica, óptimo. É para isso que os psicólogos servem. E servem para te ajudar a ganhar asas para voar... Voa , experimenta, faz acrobacias, rodopia, atreve-te... Se o voo correr menos bem, outros haverão, e nós estamos sempre aqui... e o psicólogo está sempre lá... Mas acredito que vais conseguir. Tu própria acreditas, no teu íntimo, já ganhaste auto-estima agora apenas te falta um pouquinho de segurança... estamos aqui para te apoiar. A vida é assim, tem coisas boas e coisas menos boas. As pessoas, às vezes, exigem-nos demais, desiludem-nos. Outras vezes, somos nós que lhes exigimos demais, que as desiludimos - mesmo que sem propósito. Muito raramente temos o que queremos e precisamos no momento exacto em que o desejamos, mas temos que aprender a desfrutar do que temos, do que podemos, quando acontece...Força!


De nofimdoarcoiris a 26 de Julho de 2007 às 13:19
Que bom que é encontrar pessoas sensatas e sensíveis como os amigos que encontei ao fazer este blog! Um para todos.
Um dos problemas que tive foi conhecer pessoas que achavam que a ida ao psicólogo era estranho, significava que quem lá ia não estava muito bem da cabeça. Associavam psicólogos a pessoas que tratavam desequilibrados.
Como exemplo tenho o facto de no meu emprego ter apenas duas colegas, mais chegadas, que sabiam dessas consultas que tive semanalmente durante 6 meses. Até em casa tive alguma dificuldade em que o meu marido entendesse que problema era o meu para ter de fazer terapia. Mas com os resultados entendeu que foi o melhor para mim (diria para os dois).
Agora tenho de continuar a lutar, pois há coisas que não alteram, ou levam tempo a alterar. Só que por vezes surge o pessimismo, o receio de "embarrar".
Um grande beijo e obrigada pelas palavras


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