Na procura da Felicidade vou, passo a passo, até ao fim do arco-iris
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007
Progredir profissionalmente

De vez em quando há um ou outro colega que vem com a conversa da "carreira". E focam sempre o mesmo aspecto: porque é que eu não me esforço por uma promoção que me faça progredir na carreira profissional.

 

Estou a trabalhar há 21 anos e estou na mesma Instituição Bancária há 17 anos. Trabalho como técnica bancária desde sempre e já me encontro no mesmo Departamento há 15 anos. Tenho assistido à entrada de vários colegas que começaram como estagiários e muitos já se encontram como Directores neste Departamento, noutro ou mesmo noutra Instituição. A sua progressão profissional foi feita através de muito esforço pessoal e familiar, e também há os que ao aqui entrarem já tinham garantida a ascensão por serem familiares ou amigos de algum membro da Direcção. Outros ainda têm o jeitinho especial de se colarem a alguém com poder de decisão e garantem assim o respectivo sucesso na carreira. Existem os que estão em cima por mérito próprio e os que nem por isso.

 

Tive sempre em linha de conta que o mais importante na minha vida é a minha família, principalmente a família que fiz questão de criar. Não deixei, no entanto, de pensar também na minha realização profissional e que passa por fazer aquilo de que gosto. Consegui conciliar as duas coisas cumprindo os objectivos que me são propostos em cada momento dentro do horário que me foi proposto fazê-lo. Faço por isso questão de estar no meu local de trabalho a horas para que possa também estar disponível, a horas, para a minha vida pessoal. Sempre o fiz e as várias pessoas que já me chefiaram sempre souberam que assim era. Sei também que sou respeitada por isso pois sempre que tenho algum problema pessoal dão-me toda a liberdade para o resolver utilizando o tempo que necessitar. E assim cheguei ao topo da minha carreira como técnica e não espero agora nada mais como promoção profissional do que um aumento fora da tabela ou mesmo de um reconhecimento verbal de que o meu trabalho é bom!

 

Mas para muitos dos meus colegas progredir na carreira significa chegar a um cargo de chefia. Prefiro ser uma boa profissional que gosta do que faz que uma má chefe frustada.


estou:

publicado por nofimdoarcoiris às 12:51
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16 comentários:
De Milena a 11 de Outubro de 2007 às 14:39
Olá!
O mais importante é tu sentireste bem contigo mesma, de consciência leve de que aquilo que fazes é bem feito, porque a mania de ser chefe é muito bonita mas nem toda a gente o sabe ser, e muitas vezes desempenham um papel muito triste.
Beijinhos


De nofimdoarcoiris a 12 de Outubro de 2007 às 12:07
Isso é o mais importante para mim, sentir-me bem comigo própria. Várias vezes tenho dito que não gosto de mandar, nem sei, por isso seria uma má chefia. Depois gosto de ser responsável pelo meu trabalho e o facto de delegarem confiança em mim e não estarem constantemente a controlarem o que faço já me satisfaz.


De Zana a 11 de Outubro de 2007 às 23:40
Olá! Depois de ler este post senti uma vontade enorme de lhe dar os Parabéns! pois... cada vez é mais raro, neste mundinho cada vez mais competitivo, encontrar alguém que se sinta simplesmente realizada por desempenhar bem o trabalho que tem, sem que isso seja obrigatóriamente ser mais do que os colegas dentro da empresa... Mais dificil ainda se vai tornando encontrar mulheres que na ânsia de ascenderem profissionalmente se não se esqueção de que os filhos não pediram para nascer e o marido não casou com a sport tv... Escusado será dizer que partilho da sua opinião...
Bacci
Zana


De nofimdoarcoiris a 12 de Outubro de 2007 às 12:13
Gosto do que faço e isso basta. Mas tenho uma família que é importantíssima para mim. Gosto de chegar a casa a horas de poder dar atenção à minha filha e com disponibilidade mental para isso. Temos uma relação óptima e quero mantê-la . Quero também chegar ao fim do dia e não ter de dar um "chega para lá" ao meu marido por já estar demasiado cansada. Por vezes a fadiga e a falta de disponibilidade acaba com um casamento. Nada como nos sentirmos bem profissionalmente para nos fazer também sentir bem na nossa casa.
Obrigada pela visita. Volta sempre!


De Infiel a 13 de Outubro de 2007 às 03:21
Concordo com o que dizes mas acho que mais importante do que gostar do que fazemos profissionalmente é nos sentirmos bem connosco

Dedico-te, também o meu post, porque és mulher e queres ser mais feliz!!!

Um beijo


De nofimdoarcoiris a 15 de Outubro de 2007 às 14:34
Já vi o teu post! Pois é... somos mulheres... E gostei muito também do final: "Sorriso nos labios mamas para cima sempre de pé!!!" (eheheh) - Bastante revelador da imagem feminina.
Beijos


De guiga a 12 de Outubro de 2007 às 17:10
Concordo em absoluto contigo! :)
Mas, há quem assim não pense! Acho que o tempo que passamos com as pessoas que amamos, é mais importante do que horas com o nariz enfiado no trabalho.

Bom fim-de-semana!
Adorei reencontrar-te! :D

Beijinhos *.*


De nofimdoarcoiris a 15 de Outubro de 2007 às 14:03
Trabalhar faz parte da vida e preenche-nos. Mas se optamos por ter uma familia devemos pensar nela tb.
Beijinhos


De Estupefacta a 12 de Outubro de 2007 às 19:21
Sabes Carmo, eu também já passei essa fase. Promoções? Reconhecimento dos chefes? Quero é sentir-me bem no que faço e como faço. Houve tempos em que pus a carreira à frente e, no fim de contas, só perdi a comunhão com a minha família e a minha vida pessoal deixou quase de existir. à medida que fui «crescendo» comecei por dar importância a outras coisas. Gosto do que faço, não estou no ensino por oposição.
Por isso amiga, o mais importante, alias, queimporta mesmo é sentires-te bem com o que fazes e como fazes... isto sim irá trazer-te satisfação profissional e pessoal.
Um grande beijinho e bom fim de semana


De nofimdoarcoiris a 15 de Outubro de 2007 às 14:08
Sabes que para mim basta ter uma palavra de apreço pelo meu trabalho que já me sinto compensada pelo sacrificio de madrugar todos os dias. Chegar a casa e ter disponibilidade para ouvir o relato diário que a minha filha tem para me fazer, poder dar-lhe atenção, sentir que ela me tem presente e conta comigo, vale mais que qualquer promoção ou aumento.
Bjs


De Lua de Sol a 13 de Outubro de 2007 às 02:55
Sabes o que penso, amiga? Que além de optares pelo que te faz mais feliz, que és muito sábia. Já tive cargos de chefia, monetariamente não lucrei muito mais e em contrapartida só perdi tempo e paciência. Há que se ter duas qualidades principalmente para chefiar: conhecer-se bem o trabalho a fazer (e como fazê-lo) e ter pulso. Ora, achei uma chatice, especialmente por causa da última. Não tenho feitio para fazer de "lobo mau" mesmo que com razão e ainda menos tenho para cometer injustiças a pedido do patronato contra pessoas por quem até posso nutrir amizade... Depois, eu sei que sei fazer o meu trabalho mas e se os 2subordinados" não sabem? Ou não lhes apetece? Vão cair é em cima de mim... Muita responsabilidade, muita chatice... Tal como tu, prezo demais a vida pessoal. quanto mais cresço mais me irrita saber que na maioria das vezes dei demais de mim para quem menos me interessa. e há sempre as cunhas, as costas quentes, neste não se toca, naquele que não merece aperte com ele... blá, blá, blá! Cruzes, pareço uma velhota a falar, ah, ah! Mas fazes bem, não há nada como a filha e o lar... Pena que eu tivesse que entrar a horas mas não pudesse sair... É assim mesmo. além disso, nessa posição apenas te avaliam pelo teu próprio desempenho, o que é bem mais justo.
Se te sentes bem, para quê arranjar uma carga de trabalhos?!

Beijinhos


De nofimdoarcoiris a 15 de Outubro de 2007 às 14:15
Ora aí está um dos meus problemas. Como sou muito perfeccionista com o meu trabalho acabo por também ser com o dos outros, e se delego o meu trabalho em alguém acabo por ser muito exigente se não sair como eu quero. Depois tenho uma enorme dificuldade em chamar a atenção dos outros para o que não está bem, ia acabar por me irritar e por dizer algo que não devia. E eu não sei lidar com isso.
Assim, se for eu a responsável pelo que faço, se não correr bem zango-me comigo mesma. E, como dizes, acabo por ser avaliada pelo meu próprio trabalho.
Beijinho


De daplanicie a 13 de Outubro de 2007 às 10:22
Como é óbvio é bom que desempenhemos as nossas funções o melhor que pudermos, sempre com dignidade e honestidade, mas concordo plenamente contigo quando dizes que a nossa família deve vir em primeiro lugar. Já houve tempos em que não o fiz e por vezes deixei os meus filhos na ama, doentes para não faltar, para não prejudicar os meus alunos. Mas, ao longo da vida vamos aprendendo lições preciosas e já há muito tempo que deixei de ser "parvinha".
beijinho


De nofimdoarcoiris a 15 de Outubro de 2007 às 14:20
Para quem trabalha para os outros, como é o caso dos professores, médicos, enfermeiros, etc, acaba por ser mais dificil pensarmos na nossa vida. Mas se o trabalho for feito com honestidade e se cumprirem...
No teu caso terás sempre em mente os teus alunos, mas o teu lado de mãe deverá vir sempre à tona.
Ser professor não é fácil (imagino eu!!!).
Beijinhos


De dolce_vita a 14 de Outubro de 2007 às 22:02
Boa noite
O seu último paragrafo diz tudo.O essencial,o mais importante. QUEM É!
Há valores que nunca devem ser postos em causa.
Uma lição para os que nada têm a não ser o seu trabalhinho...não foram capazes de criar mais nada.(é a minha opinião e falo do que conheço.)
Uma grande semana


De nofimdoarcoiris a 15 de Outubro de 2007 às 14:25
O trabalho não é tudo, pelo menos para mim... Beijinhos


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